e a distância machuca demais, sabe? e talvez antes ela não machucasse tanto, mas depois de conhecer teu corpo, teu cheiro e tua voz, livre de mediações, ela se transformou nesses espinhos que me perfuram a carne, só pra me lembrar cada vez mais que o único corpo próximo de mim aqui é o meu próprio.
esta ausência da tua presença física, contiguidade, me apresenta inteiramente o teu fantasma que, apesar de material, só entrega em minha mão o ar da memória. as mensagens de texto te trazem pra mim, mas o teu corpo ainda não está aqui.